Ir em uma viagem internacional e voltar para o Brasil carregando uma medalha é o sonho de todos os atletas. No caso de Camila Eduarda Reis da Silva, 17, estudante da Escola de Educação Básica (EEB) João Widemann, em Blumenau, a meta é realidade: a jovem ganhou o título mundial amador no jiu-jitsu feminino.

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aluna catarinense coleciona títulos no jiu-jitsu feminino
Camila carrega no peite a medalha de ouro no campeonato amador de jiu-jitsu feminino – Foto: Ninja Pinto

Com mais de dez anos de prática, o esporte sempre foi uma paixão. Ballet e dança foram algumas das alternativas que antecederam o jiu-jitsu feminino.

“Professores de jiu-jitsu e judô visitaram a escola e fizeram uma demonstração dos esportes. Eles falaram que iam dar aulas nas segundas e quartas em um projeto social no meu bairro. Fiquei interessada, perguntei para minha mãe se eu podia ir experimentar e foi amor à primeira vista”, conta a atleta.

Há seis anos, Camila se dedica de forma profissional, participando de mais de 100 campeonatos – o ouro foi garantido em 76 oportunidades. campeã mundial nos Estados Unidos, três vezes campeã brasileira, três vezes campeã Sul-Americana, campeã Europeia e a duas vezes campeã americana são as conquistas de destaque.

Sobre o título amador nos EUA, a aluna afirma que a sensação é indescritível. “Senti que o dever foi cumprido, pois eu abdiquei de muitas coisas, saí da minha zona de conforto. Com certeza não foi só a medalha, foi muito mais que isso, e eu não ganhei sozinha, tive muitas pessoas ao meu lado”, conta a praticante do jiu-jitsu feminino.

Além de voltar para casa com a medalha de ouro, a conquista também marcou outro momento importante: a confirmação da Bolsa Atleta. “Fiquei tão emocionada, meu olho encheu de lágrimas. A vida de atleta é muito cara e com a bolsa vou poder pagar algumas despesas como inscrição, passagens, alimentação e suplementos”, menciona a campeã.

Mesmo com todas as barreiras para seguir no jiu-jitsu feminino, representar o Brasil é um dos motivos para não desistir. “É incrível carregar no peito a bandeira do nosso país, estado e município, representar quem eu sou e de onde eu venho, mostrando para todos que vale a pena apoiar e incentivar o esporte”, declara a atleta.