As aulas de química podem parecer assustadoras e complicadas para alguns alunos, por isso as atividades experimentais são uma ótima ferramenta para aproximar os estudantes da disciplina. Nas aulas de Práticas Investigativas, na Escola de Educação Básica (EEB) José Clemente Pereira, em José Boiteux, os alunos participaram da criação de bioplásticos.

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Apenas com gelatina e glicerol, os alunos criaram seus próprios bioplásticos
Apenas com gelatina e glicerol, os alunos criaram seus próprios bioplásticos – Foto: Diego Talles Pavanello

Durante uma conversa em aula sobre o plástico e os prejuízos que o material causa no meio ambiente, a professora de química, Greice Travaglia, teve a ideia de criar um bioplástico feito de gelatina com os alunos do 1° ano do Novo Ensino Médio e colocar em prática a teoria que havia sido estudada na sala de aula.

Instigados pelo desafio, os estudantes adoraram a ideia desde o início. “Os alunos amam esse tipo de atividade. É uma didática diferente, eles aprendem muito mais e aproveitam cada momento da prática.” afirma a professora.

O bioplástico serve como uma alternativa biodegradável para o plástico comum, que pode permanecer na natureza por séculos – já que é um biopolímero e é possível se desintegrar no meio ambiente de forma rápida e eficiente. Os estudantes criam películas com o material e que podem ser utilizadas para embrulhar frutas e tampar pequenos potes.

Os alunos seguem as instruções da criação do material e aprendem na prática com os seus acertos e erros. “Essas dificuldades fazem parte da aprendizagem, em que eles aprendem que os cálculos devem ser feitos da forma correta, saber a quantidade de soluto, de solvente que eles vão colocar”, explica Greice.

Para a professora, esse tipo de atividade é essencial para introduzir a disciplina no dia a dia dos alunos e desmistificar a imagem de monstro de sete cabeças dessa ciência. Vendo as reações do experimento, a absorção dos conceitos vistos em sala se torna mais fácil e melhora a aprendizagem dos estudantes.

O aluno Vitor Hugo da Cunha teve a oportunidade de viver como um químico durante a atividade e aprovou a experiência. “Eu achei uma prática muito boa, pois a gente pode ver bem de perto um bioplástico, que pode ajudar no meio ambiente, e é uma coisa que as pessoas podem fazer em casa”, declara Vitor.

Entenda como os alunos criaram o bioplástico

O bioplástico pode ser usado para embrulhar frutas e legumes e até servir para tampar potes
O bioplástico pode ser usado para embrulhar frutas e legumes e até servir para tampar potes – Foto: Diego Talles Pavanello

Divididos em equipes, os alunos seguiram o passo a passo com a orientação da professora e criaram o seu bioplástico.

Como a gelatina vem de proteína de origem animal, ela é um polímero natural, e pode ser produzida através da reação de hidrólise com colágeno. Para a criação do bioplástico, a gelatina foi hidratada e misturada com o glicerol, que serve como plastificante.

Após esse passo, a mistura é colocada no micro-ondas para ser aquecida e ficar homogênea. Cada equipe escolheu a cor de seu corante e aplicaram uma camada fina em formas e pratos. Então foi só esperar umas horas até secar e o bioplástico estava pronto para uso!