Nas últimas décadas, o tema saúde mental vem à tona cada vez mais e um caminho que tem se dado próximo ao desenvolvimento da tecnologia e de novos métodos de pesquisa para conhecer como funciona nossa mente. Além disso, com o crescimento da internet e a comunicação na mão de todos, as pessoas passaram a se expressar cada vez mais nas redes sociais.

saúde mental
Foto: iStock/Divulgação/Educa SC

Porém, a mesma liberdade que a internet deu para todos falarem de suas dores e angústias, também gerou uma onda de ofensas e opressões de quem acha que o mundo online é um mundo sem regras.

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E entre debates reais e virtuais que nos fazem questionar os prós e contras das redes, há mais de um ano e meio vivemos uma pandemia que gerou um estresse global extremo. Então, mais do que nunca, é hora de falarmos sobre saúde mental.

O que é saúde mental?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde mental refere-se a “um bem estar no qual o indivíduo desenvolve suas habilidades pessoais, consegue lidar com os estresses da vida, trabalha de forma produtiva e encontra-se apto a dar sua contribuição para sua comunidade”.

Essa definição está no Plano de Ação para a Saúde Mental, documento lançado em 2013 para conter o avanço global das doenças da área que são debatidas pela OMS desde 1946, um ano após a Segunda Guerra Mundial.

Vejam que esta definição de 2013 traz os termos “bem-estar” e “contribuição para sua comunidade” mostrando que não é apenas sobre o indivíduo, mas todo o ambiente ao seu redor faz parte disso, tanto como causa quanto como consequência.

Cuidados com a saúde mental em 5 passos

Infelizmente, ainda tem muita desinformação sobre saúde mental, principalmente com mitos construídos durante anos e que são difíceis de quebrar. E a melhor forma de fazer isso é por meio do conhecimento.

Discutir sobre saúde mental nas escolas pode servir de orientação para os alunos que podem ter dúvidas sobre o tema e não saber quais são os passos necessários para promover o bem-estar. Para ajudar nesta missão escolar, veja cinco incentivos de onde começar a mudar os hábitos.

1.Alimentação e hidratação

Existe uma expressão na biologia que nomeia o intestino de “segundo cérebro” e não é apenas força de expressão, pois os dois intestinos – o delgado e o grosso – possuem 500 milhões de neurônios.

Não para pensar, claro, mas o suficiente para ter um sistema nervoso próprio com muita liberação de serotonina, molécula essencial para o bem-estar. Impressionante, né?! Mais um motivo que mostra que se alimentar é importante para o corpo e para a mente também.

2.Exercícios

Viram que a gente falou de serotonina? E algo que é importante nisso também são os exercícios físicos. Está comprovado que eles nos ajudam na disposição do dia a dia, na concentração, no sono, na alimentação, nos cuidados do corpo e da mente.

O que não falta são exercícios físicos diferentes e é impossível que não haja pelo menos um que você goste. Só os esportes têm um prato cheio de opções. Além disso, quem não gosta de esporte tem toda a diversidade de dança, pilates, musculação, ioga e uma infinidade de opções.

3.Mais contato real

Quando se fala sobre o tempo no celular não é papo de boomer, é um problema real mesmo. Já existem até novos termos para explicar doenças que o vício na internet provoca, como a nomofobia, síndrome do toque fantasma, entre outros.

O ser humano é uma espécie coletiva e precisa ter o contato real, ver expressões, ouvir e falar. Dá para fazer de forma segura, com máscara, álcool em gel e seguindo os protocolos.

4.Artes

Como estamos falando de saúde mental, poucas coisas conseguem captar a mente mais do que as artes. Tradicionalmente, são sete tipos, mas o mundo mudou e novos estão surgindo e em seu conceito mais amplo são compostas por 11 tipos de arte: música, dança, pintura, escultura, teatro, literatura, cinema, fotografia, histórias em quadrinhos, jogos eletrônicos e arte digital.

5.Respeito acima de tudo

“Não faça aos outros o que você não quer que façam para você”. Esse é um ditado bem conhecido e também muito certeiro. A gente não precisa concordar com tudo, não precisa gostar das mesmas coisas, não precisa ter amizade com todo mundo, mas precisa entender que toda pessoa merece respeito.

Ofender, agredir, fazer piada para humilhar alguém, expor os outros, tudo isso são violências que fazem a outra pessoa se sentir mal. São coisas que a gente não gosta de passar. Por isso, respeito é o básico para viver em sociedade.