Em uma sociedade que ainda discrimina pessoas com deficiência, cada vez mais é necessário falar sobre capacitismo, termo que vem da tradução do inglês “Ableism” e que define o preconceito contra pessoas com deficiência. O assunto tornou-se popular na internet, porém precisa ser debatido em casa, nas escolas e em todos os círculos sociais.

Capacitismo é o preconceito contra pessoas com deficiência
Preconceito contra pessoas com deficiência precisa ser combatido – Foto: iStock/Divulgação/Educa SC

Veja cinco formas de combater o preconceito contra pessoas com deficiência.

1. Mantenha-se informado

A principal causa do preconceito é a falta de conhecimento, por isso a informação é a melhor forma de combatê-lo. Se o capacitismo não está sendo discutido na sua escola, você pode conversar com algum professor e sugerir um debate sobre o tema.

Fora da sala de aula também há outros meios de se informar sobre o assunto. Na internet há uma vasta quantidade de informações disponíveis em todos os formatos, você pode ler artigos de blogs e matérias de jornais, ou se preferir, assistir vídeos e ouvir podcasts sobre o tema.

Leia mais: Projeto de inglês dá aula de solidariedade e empatia em Garopaba

Quem prefere se informar à moda antiga, pode procurar uma biblioteca e pesquisar sobre o tema, na literatura há muitos livros que abordam o assunto.

2. Reveja seu vocabulário

Existem algumas palavras e expressões preconceituosas que usamos em nosso dia a dia sem nos darmos conta. Na sociedade atual, não há mais espaço para termos discriminatórios, por isso é importante entender a origem desses vocábulos e substituí-los.

Chamar um erro de “mancada”, por exemplo, é uma expressão capacitista, porque a palavra mancada vem de manco e associa a pessoa com deficiência a alguém que só faz coisas erradas. O termo “deficiente”, usado para se referir a pessoas que possuem alguma deficiência, também está em desuso, o correto é pessoas com deficiência (PcD).

3. Respeite os lugares de fala

Não há como falar sobre capacitismo sem ouvir o que pessoas com deficiência tem a dizer sobre o tema, por isso é imprescindível que você procure ouvir quem possui propriedade sobre o assunto.

Nas redes sociais, há muitos influenciadores que possuem lugar de fala dentro do assunto e criam conteúdo para desmistificar o preconceito. Seguir pessoas com deficiência nas redes é uma boa forma de manter-se informado.

Leia mais: Escola de São José promove inclusão social por meio da dança

No entanto, lembre-se: pessoas com deficiência não devem ser obrigadas a falar sobre o assunto, somente se elas quiserem. Respeite o espaço alheio e tenha em mente que a iniciativa de buscar conhecimento deve partir de você.

4. Não seja curioso

A curiosidade é um desejo de saber algo sobre a vida alheia comum aos seres humanos, mas esse impulso é, muitas vezes, desrespeitoso e precisa ser controlado. Portanto, evite fazer perguntas indelicadas, nem todas as deficiências são aparentes e não é de bom tom perguntar sobre sua deficiência.

5. Representatividade importa

O debate sobre capacitismo é muito importante e precisa ser incentivado, mas mais do que isso: para o combater o preconceito é preciso lutar por políticas públicas que garantam o acesso das pessoas com deficiência à sociedade.

Por isso é importante defender cotas para pessoas com deficiência nas universidades e empresas. Pesquisar e eleger representantes que tenham alguma deficiência também é uma forma de encontrar uma solução para problemas públicos que afetam um coletivo, como a falta de acessibilidade.