Alunos da Escola de Educação Básica (EEB) Tercílio Longo, de Benedito Novo, no Vale do Itajaí, estão aprendendo sobre a criação de abelhas Jataí, uma espécie conhecida por produzir um mel muito saboroso e não possuir ferrão.

estudantes no ambiente externo da EEB Tercílio Longo, de Benedito Novo, em volta de uma colmeia de abelhas da espécie Jataí, cultivadas em projeto de cultivo de abelhas sem ferrão
Escola passou a criar abelhas sem ferrão da espécie Jataí, em 2020. Projeto conta hoje com dez enxames – Foto: EEB Tercílio Longo/Divulgação/Educa SC

As abelhas apareceram no pátio da escola no início do ano passado. De acordo com o gestor da unidade, Denny Emerson Heinzen, o surgimento delas tem relação com a arborização realizada no ambiente externo. “Observou-se que a floração das árvores atraia uma variedade enorme de insetos. Em uma oportunidade, verificamos um enxame de pequenas abelhas que se instalaram numa fenda de um muro”, explica.

As abelhas que se alojaram na parede da unidade são da espécie Jataí, conhecidas por produzirem um mel muito saboroso e por não possuírem ferrão. A criação de abelhas sem ferrão é chamada de meliponicultura e na EEB Tercílio Longo o projeto foi desenvolvido pelos alunos do Ensino Médio, Rafael Martins e Vitor Luiz Girardi.

Em Santa Maria, distrito de Benedito Novo, onde está localizada a instituição de ensino, há muitos apicultores (criadores de abelhas com ferrão). Para construir a moradia das abelhas meliponas da escola e saber mais sobre o cultivo, os estudantes visitaram criadores locais e realizaram uma pesquisa.

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Alunos observando colmeia de abelhas sem ferrão da espécie Jataí em projeto de escola de Benedito Novo
Abelhas meliponas da espécie Jataí não possuem ferrão e são dóceis – Foto: EEB Tercílio Longo/Divulgação/Educa SC

Antes participar do projeto, Rafael Martins, 18, já possuía experiência com a espécie e costumava criar enxames em casa, por hobby. O estudante se formou no Ensino Médio no ano passado, mas continua participando como voluntário. “Gosto muito das abelhas e fico feliz em poder ajudar os alunos e a manutenção do projeto.”

Vitor Luiz Girardi, 18, aluno do terceiro ano do Ensino Médio, ajudou a inspecionar as abelhas. “A minha contribuição foi para a parte prática do projeto, ajudando a divulgar, apresentar para os alunos e professores, e também monitorar os enxames”, conta.

Segundo o diretor da escola, o projeto permite aos alunos assimilar os conteúdos aprendidos em sala de aula com mais facilidade. “O acesso dos estudantes ao melipolinário oportuniza uma situação didática muito construtiva e insere à escola em uma ação prática de ensino, contribuindo assim para o conhecimento além da teoria”, destaca Denny.